17 de setembro de 2012
Lembranças da boemia - Entrevista com seo Valmo, o garçom de zona que casou com a cafetina
18 de julho de 2012
O bordel de 25 janelas, a casa de tolerância e orgasmo do Alvorada
3 de maio de 2012
A espetacular história do fuzil de um tiro só: a arma que abateu a luz vermelha do Banhadão da Catuaba
19 de abril de 2012
Sangue, suor e cachaça: a bodega do Nêne e o tesão no sertão

21 de dezembro de 2011
Aventura de piá
Mais velho que a monarquia
Criado em fodologia
De um modo pampeiro e franco
Pois toda a lingua falada
Tem sua definição
É uma égua num barranco
E um cuera de pau na mão
3 de dezembro de 2011
Porco zio...
25 de novembro de 2011
Branca Leone, o gringo que comeu a Gema sem quebrar o ovo
7 de novembro de 2011
Sugestiva homenagem
Por vezes a hipocrisia humana supera-se em grau, número e qualidade. Ela é mais nítida nos monumentos, nomes de ruas, bairros e cidades, em que mártires do acaso e heróis que nunca o foram são imortalizados.
Mas na cidadezinha de São Mateus, no Espírito Santo, uma justa homenagem consta grifada numa placa. Nela, a população expressa seu reconhecimento e gratidão ás prostitutas que preservaram o que hoje é o Sítio Histórico Porto de São Mateus.

19 de outubro de 2011
Gran Império da Contradição
A grande família da civilização herda riquezas aos filhos legítimos, adota alguns renegados e exclui seus bastardos. No litoral do Paraná, lá onde o mar abocanha os frutos deste solo, esses bastardos possuem hábitos furtivos e noturnos. São prostitutas e ratos que se alimentam das sobras do progresso, pois nem pensão alimentícia recebem. As primeiras, não tendo reconhecimento do mérito de seu ofício, se ocupam divertindo os viajantes e enfadando sua existência; enquanto os segundos se empanturram de farelos e grãos que caem ao chão e formam uma mísera pasta ao se fundir com o úmido ar.
Tal realidade, mais benéfica aos ratos que as putas, é resultado da desobediência destes filhos ao que lhes determinam seus pais. A penúria é a única herança que recebem desta árvore genealógica.
A famiglia do progresso continua a se reproduzir em espécie e condição, mas quantas gerações mais terão que nascer bastardas para afortunar seus primogênitos?
8 de outubro de 2011
Garcia Márquez e suas 514 putas tristes

Nunca me deitei com mulher alguma sem pagar, e as poucas que não eram do ofício convenci pela razão ou pela força que recebessem o dinheiro nem que fosse para jogar no lixo. Lá pelos meus vinte anos comecei a fazer um registro com o nome, a idade, o lugar, e um breve recordatório das circunstâncias e do estilo. Até os cinquenta anos eram quinhentas e catorze mulheres com as quais eu havia estado pelo menos uma vez. Interrompi a lista quando o corpo já não dava mais para tantas e podia continuar as contas sem precisar de papel. Tinha minha ética própria. Nunca participei em farras de grupo nem em contubérnios públicos, nem compartilhei segredos, nem contei uma só aventura do corpo ou da alma, pois desde jovem me dei conta de que nenhuma é impune.
