22 de setembro de 2011

As marcas do barro progressista no chão da zona da Mercedes

Conta o nono Paulo, em roda do fogão numa manhã de domingo, com a cuia na mão e o paiêro na boca, que lá pelos idos de 60, zona em Santo Antonio do Sudoeste era mais comum que leitão mestiçado correndo no quintal. Isso em razão da grande quantidade de Araucárias que a região da fronteira possuía, atraindo as madeireiras que consigo traziam o progresso e uma leva de lenhadores que derrubavam nossa árvore símbolo a torto e direito. E na mesma proporção surgiam os prostíbulos para a macharada descarregar “seus instintos naturais”.

Foi nesta época que o Chico Trovoada (apelido adquirido em função do medo de tremores no céu) resolveu comemorar o aniversário depois de um dia inteiro de trabalho, que contabilizava tantas machadadas quanto árvores derrubadas. A festa ocorreu na bodega do Jaime, ponto comum de encontro ente os operários da madeira no sertão sudoestino. Da parte de Jaime, a festa, mais que um mero presente, era um gesto de gratidão ao seu mais assíduo cliente, àquele que por tantos anos sustentou seu comércio de pinga e vinagretes. A viola desafinada, os gaiteiros bêbados, os piadistas sem graça e os cachorros roubando as linguiçinhas do fogo faziam parte daquele cenário de festa, um verdadeiro ode ao “sócio” da bodega do Jaime, como os amigos chamavam Chico Trovoada.

4 de setembro de 2011

Véio Salton enrolando a comadre

Por duas vezes... e nos dois sentidos


Essa anedota verídica quem conta é o Ademir Bacca, junto com mais várias outras dos porco dio da Serra Gaúcha. E garante a veracidade.


Diz que Angelo Salton, um dos fundadores da Vinhos Salton S.A., certa vez foi visitar a fazenda que a empresa tinha no Prata. Lá chegando ficou com uma vontade repentina de manter um relacionamento com a mulher do responsável pela fazenda, uma comadre sua. Canta daqui, canta dalí e nada da mulher topar. Aí Angelin, como era conhecido, ofereceu-lhe 500 mil réis, uma fortuna na época. A proposta entusiasmou a mulher, mas deixou-a preocupada, pois não saberia como explicar ao marido de onde saíra o dinheiro todo.