19 de abril de 2012

Sangue, suor e cachaça: a bodega do Nêne e o tesão no sertão

A chuva caia grossa. A minguada lua havia se camuflado no rodeio das nuvens. Naquela época, a zona era um lugar de lazer masculino alimentado pelo tesão, pela cachaça e pela pólvora dos revólveres dos "bicho macho" daquelas redondezas.

Se boleava um truco na bodega, Pirilampo Alves caçador do mato, havia ali parado pra saborear um trago, mas logo foi deitando a réstia no chão (morreu) pois havia 'bizoiado' e caguetado o Capitão Araújo roubando no carteado.

Nêne - dono da bodega - não pensou duas vezes: queria faturar e foi vendendo catuaba e trazendo o que ele chamava de putedo para aquela festa particular do ano novo.